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10 de out de 2010

Chapeuzinho Preto - (Mini-história alternativa)

Qualidade: 
Assunto para os mais jovens leitores:


Chapéuzinho Vermelho (português brasileiro) ou Capuchinho Vermelho (português europeu) é um conto de fadas.

A mãe de Chapeuzinho pede à menina que atravesse a floresta para visitar a avó, e para levar-lhe um pote de doce com um pouco de bolo. No caminho,Chapeuzinho Vermelho encontra-se com o lobo, que era mau e feio. O lobo pergunta:

- Para onde você vai?
- Vou à casa da vovozinha, que está muito doente, levar-lhe um presente da minha mãe.
- Onde fica a casa de sua avó?
- Fica a uns 15 minutos daqui. A casa dela fica debaixo de três grandes carvalhos e é cercada por uma sebe de aveleiras.

O lobo destraiu a capuchinho, enquanto ele corria para a casa da avó dela, chegou na casa da avó da chapeuzinho, engoliu a vovó e deitou-se na cama. Depois de algum tempo chapeuzinho chega e faz perguntas para sua avó (Lobo), depois de várias perguntas o lobo avança em chapéuzinho, ela corre pedindo por ajuda, o lenhador percebe o perigo, e destemido, mata o lobo e tira a avó de chapeuzinho ainda inteira das entranhas do lobo.




As releituras do conto


Fonte inesgotável de questionamentos literários, o conto Capuchinho/Chapeuzinho Vermelho, já se deu a leituras que abrangem da psicanálise, da paródia e da paráfrase, ao mundo das histórias em quadrinhos (HQs). Antes de Charles Perrault, a mitologia grega possuía seu modo particular de transmiti-la, e depois sofreu alterações por Hans Christian Andersen e pelos Irmãos Grimm.

Os séculos XX e XXI, trouxeram ainda novas versões: a irreverência e o deboche em Dalton Trevisan, os desenhos de Maurício de Sousa atraindo o público mais infantil, Neil Gaiman impressionando seus leitores ao expôr uma Capuchinho/Chapeuzinho inclinada para o mal, e Deu a louca na Chapeuzinho, filme de 2005 com paródia dos personagens.

Guimarães Rosa, em Fita verde no cabelo, traz uma versão para adolescentes. Ela vai desde o fluxo das fantasias de uma jovem até o momento em que se defronta com a morte de sua avó, sendo desta forma, obrigada a enfrentar seus medos, angústias e solidão. Chico Buarque faz uma paródia, Chapeuzinho Amarelo, para o público pré-adolescente.

Em 2005, Ivone Gomes de Assis publicou Bonezinho Vermelho e a internet no século XXI, uma releitura parodiada, que traz as tendências da mídia virtual. Nesta obra ilustrada, a vovozinha é uma hacker, que se disfarça até nas preferências do cotidiano, afirmando não gostar de nada que é tecnologia. A figura "feia" da vovó tenta quebrar o mito que muitos carregam ao pensar que a voz e a escrita, suave e gostosa, dos participantes de chats, sempre pertencem a pessoas bonitas e cheias de boa intenção. É uma obra bilingue, para crianças e adultos.

Hilda Hilst, também contribui no estudo deste conto, com a divertida paródia A Chapéu, publicada na obra Bufólicas. A autora recria uma Chapeuzinho cafetina do Lobo.


Chapeuzinho Preto - Minha versão sátira


Tudo começa com uma pequena frase: Era uma vez uma super-heroína chamada Chapeuzinho Preto. Uma jovem que combatia os vilões com sua capa preta em noites chuvosas na floresta.

Um dia, não tão normal como os que se passaram, Chapeuzinho Preto, declara um combate corpo a corpo do Lobo da floresta.

O grande Lobo, como verdadeiro vilão, aceita o desafio, determinando que a luta fosse em sua arena: Uma floresta escura e muito úmida, próxima um conjunto de pedras. Chapeuzinho, sem nenhum medo, declara:

___Hahahaha! Não terei trabalho em derrotá-lo!

O Lobo violento franziu o rosto junto às sombras da floresta, seu rosto está iluminado pela lua, revelando seus olhos, garras e dentes tão brancos como o puro leite recém-tirado de uma vaca. O grande ser peludo e negro como a noite, uiva:

___Aaaauuuhh!! Isso se você conseguir me acompanhar super-heroína!

Como um vulto, o grande Lobo some, deixando apenas um rastro de poeira; o pequeno bosque se torna silencioso e frio.

Chapeuzinho, sem entender, parte para dentro da floresta. Babando de raiva, ela procurava seu oponente, usando sua bela visão noturna, habilidade que aprendeu no convívio das corujas sábias.

O rastro do Lobo deixa grandes pegadas de um ser que caminhava com duas patas, marcas iam a uma pedra de mármore cinzenta em forma de retângulo. O forte e destemido Lobo a esperava com dois troncos, um em cada mão.

Chapeuzinho, com seu capuz negro, retirava uma pequena esfera, que estava oculta até o momento. O Lobo da floresta, um ser tão honrado, decide liberar uma de suas armas de combate, arremessando sobre o retângulo gelado.

Nesta floresta, duros combates se realizaram por horas, alguns bichos observam apenas brilhos da esfera e grandes estrondos dos dois pedaços de madeira velha.

No amanhecer, os dois lutadores e rivais se encontravam exaustos e calejados. Suas plateias gritavam como o que havia acontecido:

___Não pode ser! Dizia o macaco.

___Como pode acontecer? Comenta dois porquinhos.

Um gamba surgiu entre a multidão que se aproximava e informa o resultado final:

___Sem dúvida, a partida de ping pong empatou! Vamos levar os dois para suas casas!

___Ano que vem começamos tudo de novo!

Assim termina uma rápida história; até mesmo no esporte, podemos ter heróis e vilões.

História criada por: Edson Golem.

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